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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fashion. Art or futility? - translation

As i promised you, i translated this text i wrote on the meaning the word fashion has to me. If you find any mistakes in this text please fell free to tell me. In fact it would be a great help because i haven't been writing in english for a long time.

I've been questioning myself about the full meaning of the term fashion as well as the limits of it.

Rei Kawakubo for Comme des Garçons
The Longman Dictionary of Contemporary English tells us that fashion is the way of dressing and behaving that is considered the best at a certain time; changing custom especially in woman's clothing; a manner, way of doing something; to shape or make something into or out something else. At first sight the term fashion figures out an ephemerous thing, the generalization of a common use on a certain moment in time. This means two things: masses and standardization. When i say masses i mean the generalization of a dressing habit or a behavior throughout a great number of people whithin a comunity (with the globalization that comunity became incredibly huge). And standardization because the majority of people start to look alike. And then there is the mercantile and the consumist side of it, which would confine fashion to futility. And that would be the end of the story. Fashion would include the costumes and the behavior and all the industry of clothing and accessories here. It seems to me the word fashion comprises lifestyle too (the two terms frequently appear linked in).

Alexander McQueen
But then where would we put the works of  great designers such as Alexander McQueen, Yohji Yamamoto, etc? If we watch this video of iconic McQueen works, that does not have to do with fashion the way i first described it. That is artistic piece of work above all. Streetlights made a relevant comment on this issue. He said fashion has almost everything to do with futility but style don't. The word fashion means something that is temporary. McQueen's work as Chalayan's (just to name some contemporary designers) is more than fashion or costumes creation. It is conceptual art thar uses clothes as means of expression.

Chalayan
But then how can we define the borders between art and fashion? In McQueen video for instance, we don't merely watch to conceptual art, that is performing art too, what leads us to a definition problem. Even because these designer's creations appear in fashion weeks, not in conceptual art exhibitions. Although there are designers career retrospectives in museums - McQueen's Savage Beauty at the NY's Metropolitan Museum of Art or Chalayan's 17 years career at the Paris' Musée des Arts Décoratifs - these collections are created to integrate fashion shows.

Vivienne Westwood
Personally, it seems to me that the concept of fashion is extraordinarily wide and has multiple meanings. Usually it refers to ways of dressing and behavior, and to industry and standardization too. But in a wider extent it can reach to the concept of art as well. It is curious to think that even in a tiny scale there are some very creative people that can create an artistic effect (let's call it like that) in their way of dressing up and combining clothes. Sometimes the concept of fashion seems to comprise it's most immediate meaning but it's opposite too, which is an interesting issue. To define fashion the portuguese dictionary includes the expression "fantasy", which for me figures out another way of thinking about this, that as to do with art. And Longman's to shape or make something into or out something else does not necessarily mean art but has an implicit idea of "creation". And these give the term more complexity than most people would like to admit.


I would really like to know your opinion on this subject. Do you disagree? Or would you ad something else? (Streetlights added again a great comment on this post but i didn't translate it because time vanishes and it is a slight issue to translate other people's opinion - hey guys do you want to translate it for us? :) )

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Moda. Arte ou futilidade?

(I promisse i'll translate it)

Tenho-me questionado acerca da abrangência e dos limites do termo moda.

Chalayan
 O dicionário da Porto Editora define moda como "uso corrente; costume; gosto; fantasia; maneira essencialmente mutável e passageira de se comportar e sobretudo, de se vestir". À partida o termo moda aponta para isso mesmo: uma coisa efémera, a generalização de um uso num dado momento da história. Isto significa que temos dois binómios: massas e padronização. Massas porque a generalização de um dado comportamento ou estilo vestimentar atinge o grosso das pessoas de uma comunidade (com a globalização essa comunidade tornou-se incrivelmente vasta). E padronização porque a maior parte das pessoas passa a comportar-se ou a vestir-se de modo semelhante. E depois há o lado mercantil e consumista que decorre de tudo isto, que encerraria a moda numa camisa-de-forças de futilidade. E a história acabaria aqui. Moda englobaria os costumes e comportamentos e toda a indústria de vestuário e acessórios. Neste momento parece-me até que o termo moda consegue abarcar também o Lifestyle (os termos aparecem geralmente associados).

Alexander McQueen
 Mas então onde é que ficam os trabalhos de grandes designers como Alexander McQueen ou Yohji Yamamoto e outros que tais? Se virmos o vídeo publicado abaixo sobre momentos icónicos do trabalho de McQueen aquilo já não tem a ver propriamente com moda no sentido que acima descrevi. Tem sobretudo a ver com arte. O Streetlights fez um comentário muito pertinente a este respeito: A moda tem quase tudo a ver com futilidade, o estilo é que não. A própria palavra moda indica isso, significa algo passageiro. O trabalho do McQueen, como o Chalayan, só para citar contemporâneos, transcende a moda ou criação de roupa, é arte conceptual mas que usa o vestuário como meio de expressão. 

Rei Kawakubo para Comme des Garçons
 Mas então como se define a fronteira entre aquilo que é moda e aquilo que é arte?
No vídeo do McQueen, por exemplo, não nos limitamos a ver uma obra conceptual, aquilo também já é arte performativa, o que nos coloca perante um problema de definição. Até porque as obras dos designers citados surgem sempre integrados em desfiles e semanas de moda e não em exposições de arte conceptual. Embora já sejam feitas retrospectivas de carreira nestes moldes - a "Savage Beauty" de McQueen no Metropolitan Museum of Art (NY) ou a exposição dos 17 anos de carreira do Chalayan no Musée des Arts Décoratifs (Paris) - a "fonte" destas obras são os desfiles de moda, é para estes que elas são criadas.

Junya Watanabe
Aquilo que me parece, muito pessoalmente, é que o conceito moda é muito vasto e tem múltiplos sentidos. Tem geralmente a ver com usos e costumes, com indústria e com padronização. Mas consegue ter um alcance muito maior e chegar até à arte. É giro pensar que, mesmo numa pequenina escala, também algumas pessoas - porventura mais criativas - conseguem criar um efeito artístico (vamos chamar-lhe assim) - no que vestem e nas combinações que fazem. Às vezes o termo moda parece poder conter em si a sua definição mais imediata mas também o seu contrário, o que é uma questão muito interessante. Não esquecer que a Porto Editora inclui a expressão "fantasia" para definir o termo, o que já aponta para outro caminho, precisamente o da arte. E que lhe dá muito maior complexidade do que muitos gostariam de supôr.


Gostava muito de saber a vossa opinião acerca deste tema. Discordam de alguma coisa? O que acrescentariam?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

...

Ando a tentar discernir o grau de ridículo que constitui a minha foto de barrete invernal na cabeça desde que a publiquei.
Achei que devia partilhar convosco o que me aflige - em jeito de eu tenho noção.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Verdade

Uma das coisas que mais gostava de fazer enquanto pessoa que escreve num blogue, e aquela que me é mais difícil também, é escrever algo de forma íntima sem que isso se torne devassa.

Uma das coisas que mais gostava de fazer enquanto pessoa que publica fotografias suas num blogue, e aquela que me é mais difícil também, é fazer um trabalho íntimo sem que isso se torne devassa.

Usar da intimidade sim, enquanto honestidade e despojamento - como um performer que se oferece ao olhar do público. Estar nua nas imagens e nas palavras. Não cheguei aí ainda - nem nas palavras, nem nas imagens. A coisa mais difícil é partilhares-te sem artifícios.

  
 fotografia: Sapo StreetStyle (Fashion Awards)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A frase que não me sai da cabeça:

O futuro faz-se todos os dias

(hei-de ter lido isto algures, por isso, o roubado que me faça um favor e se acuse)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Moda Lisboa

Costumo ter ideias tão giras para o dia-a-dia e agora, chegada ao evento do ano, parece que embatuquei. Been there?

Se olhares ao espelho e pensares. Uau, está demais. Mas jamais sairia à rua assim vestida. Então, provavelmente, estás diante da fatiota certa.

Yogi Yamamoto (fonte)